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Implantação Rodovia BR 364

 

Na década de 1940 o Segundo Ciclo da Borracha atraía para o vale do rio Madeira e de seus afluentes, contingentes de migrantes para trabalhar na extração de látex.

O presidente Getúlio Vargas, em 6 de outubro de 1943, cria a Fundação Brasil Central - FBC a qual fazia parte de um projeto de integração da região Centro-Oeste brasileira, que abrangia o espaço do hoje Estado de Rondônia, com a economia nacional. Nessa ocasião, teve início a abertura de uma rodovia ligando Porto Velho a Cuiabá, cujos trabalhos foram tão lentos que, até a década de 1950, estava aberto apenas o trecho de Porto Velho ao povoado de Ariquemes.

Conhecedor da importância da abertura de uma rodovia para integrar Rondônia com as regiões Centro Oeste, Sudeste e Sul do País, em 2 de fevereiro de 1960, ocasião da inauguração da rodovia Belém-Brasília, o governador do Território Federal de Rondônia, tenente coronel Paulo Nunes Leal, desafia o presidente Juscelino Kubitschek, a fazer a abertura de uma rodovia ligando Brasília ao Acre.

O presidente Juscelino Kubitschek aceita o desafio e, ainda, no primeiro semestre de 1960, com a instalação de diversas frentes de trabalho, foi iniciada a abertura da BR-364. Navios com máquinas e equipamentos ancoravam no porto de Porto Velho e aviões pousavam em um campo aberto no cerrado em Vilhena, trazendo máquinas e equipamentos, portanto, uma obra com ritmo acelerado.

No dia 13 de fevereiro de 1961, na cidade de Cuiabá, o presidente Juscelino Kubitschek realiza a cerimônia de inauguração da abertura da BR 364. Porém, o trecho entre Pimenta Bueno e Vila Rondônia (atual, cidade de Ji-Paraná) era um picadão dentro da floresta Amazônica. Na ocasião, chegava ao fim o mandato do presidente JK, o que poderia representar a possível paralisação das obras. Contudo, a obra de implantação da BR 364 foi concluída em 1966, pelo Exército Brasileiro, através do 5º Batalhão de Engenharia e de Construção (5º BEC), instalado em Porto Velho, e do 9º Batalhão de Engenharia e de Construção (9º BEC), instalado na cidade de Cuiabá Estado de Mato Grosso.

Durante a década de 1970 e o início da década de 1980, a BR 364, encascalhada, foi palco de intenso movimento de migração de colonos, de caminhões transportando madeiras brutas, sem beneficiadas e mercadorias. Por esse motivo, no período chuvoso se formavam diversos e enormes buracos e atoleiros que inviabilizavam o tráfego pela rodovia. Entre 1975 e 1982, em Rondônia, nos períodos de chuvas faltavam gêneros alimentícios, materiais para construção e remédios; verduras e legumes eram novidades quando chegavam. A carne fresca para abastecer o comércio ao longo da BR 364 vinha do estado de Mato Grosso. Assim, a carne mais consumida em Rondônia era o charque.

Uma viagem de Porto Velho a Vila Rondônia (hoje Ji-Paraná), no período chuvoso, poderia demorar até uma semana. Para fazer uma viagem entre as cidades de Rondônia não havia previsão da hora de chegar.

Nos anos de 1970 e 1980, enquanto a população de Rondônia enfrentava as péssimas condições da BR-364, o Território Federal continuava a receber centenas de novos colonos. Portanto, as condições da rodovia não inviabilizavam o desenvolvimento da região, embora o dificultassem muito.

Entre o final dos anos de 1970 e os primeiros anos de 1980 o Território Federal de Rondônia passa por um momento de grandes transformações, pois chegavam diariamente contingentes de famílias de colonos em caminhões pau-de-arara, cheios de vontade de adquirir um pedaço de terra, de instalar um comércio ou à procura de trabalho. Naquela época havia serviço por todos os lados, em todos os setores.

A rodovia federal, BR 364, foi pavimentada entre 1982-1984, no governo do presidente general João Baptista Figueiredo, ocasião em que o coronel Jorge Teixeira de Oliveira era o governador nomeado do Estado.

 

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Museu Virtual de Rondônia, Instituto MVR, valoriza a região denominada Rondônia e as cidades rondonienses.